Os Super Gorrila uniram-se para extrapolar a ideia de arte institucionalizada criada por especialistas para uma fracção muito específica da sociedade.
Através de desvios à retórica quotidiana urbana e de incursões nos diversos mecanismos de representação, os Super Gorrila apropriaram-se do conceito de marketing viral, para estruturar as suas intervenções artísticas, apontando para um espaço social mais alargado e diverso, interrompendo percursos despreocupados com apontamentos cuidados e acutilantes criando o rumor de um novo produto ou serviço, neste caso especifico, Arte.
Uma Arte que procura o encontro, a comunicação e a partilha, que pesquisa variações formais do existente para reinventar, reintroduzir e re-apresentar o mundo ao mundo. Fazer igual mas de outra maneira.
A acção não tem que ser apenas uma acção.
A acção não tem que ser uma acção.
A acção não tem de ser acção.
A acção tem de ser acção.
A acção de ser acção.
A acção de acção.
A acção acção.
A acção.
A.
E cá está! A última Facepoop de uma série de sete.
Uma por cada um dos membros deste colectivo.
Em letras pequenas:
Devido a um excesso de matéria-prima, os Super Gorrila passam a aceitar doravante fazer alguns trabalhos de merda. Se queres uma pintura a condizer com a mobília da sala-de-estar ou encomendar o teu retrato feito por um dos artistas Super Gorrila não hesites em contactar-nos via email - supergorrilas@gmail.com
"Foi um fim-de-semana em Grande! Levei a mulher, os filhos, o cão, o vizinho e a sogra. Tudo para lhes mostrar como sou um grande chefe de família. Acertei na mouche, só com um cartucho! Esta vai direitinha para o álbum da famelga.
Viva a arte! A malta precisa de se entreter durante a ressesão. Não é para isso que a arte serve?"
Este foi o comentário enviado em anexo na foto do vídeo amador Carlos Pinto.
Foi o primeiro de sempre, que sendo o primeiro do dia, deitou abaixo à primeira uma das nossas Urban Targets. Parabéns Carlos! És o maior.
Urban Targets, destrói a monotonia do domingo à tarde com balas estéticas.
Super Gorrila – pela cultura dos proto-jornalistas.
Após o estrondo da primeira demolição, os Super Gorrila e a sua equipa especializada em peritos, não demoraram a encontrar a próxima estrutura decadente a abater. Assentámos tenda, bebemos uns copos, fizemos os cálculos necessários e está aberta a época de tiro ao alvo.
Urban Targets é o abanão que a tua cidade precisa para que nem tudo seja fachada.
Super Gorrila – pela cultura dos decoradores urbanos.
A IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) entregou aos Super Gorrila o prémio Disco de Gelatina correspondente a um milhão de descargas (downloads ilegais e partilhas duvidosas como eles lhe chamam).
Se ainda não tens este magnifico exemplar, clica aqui.
Situação que possam...ah...acabou...situação que possam. Será mais caro um edifício novo ou um de um a quatro anos? Virado a poente? A Norte. Vamos abordar a escultura, desmistificar o zinho. Surgiu da necessidade de passar os objectos para três dimensões. A Nossa Sra. De Fátima é bonita, há umas mais bonitas, marcou-me mas não me diz nada. Através dos nossos olhos, que coisas podemos ver? O que é que mais a marcou? O material ou a escultura? A frieza do metal, fluidos orgânicos. O que eu quero que vocês percebam é que a escultura teve várias fases, a escultura rege-se por uma ordem matemática mas falta-lhe o cunho do artista em relação à criatividade. Ninguém consegue atingir a perfeição numa obra de arte, ou melhor, quase ninguém. Tanto a nível das peças como na relação qualidade/preço. Que sentidos utilizar para detectar uma emergência? Começa-se a ver que as artes estão associadas à economia e à política, a arte está sempre dependente da economia e da política e só dessa forma é que esse mercado se pode estender. A curvatura está mal, não pode estar para baixo, está errado, mas errado não quer dizer que esteja mal. A pintura é sempre bidimensional, os egípsios tentaram mas só a escultura conseguiu a tridimensionalidade. É só. Palmas.
Temos o isolamento térmico. Toda a gente aqui já jogou às cartas? Nos Açores, se virem um 10 a circular, corresponde à manilha. Acham que existe sexo? Apresentação graficamente agradável vê a sexualidade na 3ª idade como nós vemos a sexualidade entre os nossos pais, sabemos que existe mas não queremos pensar sobre isso. Super natural. Se não há sexo, não corresponde ao estereótipo de macho como todos nós sabemos. Pelo contrário existe uma assimilação do prazer, não se sabe quem são os parceiros, passaremos a ter um idoso livre. Sim, o desmaio é um comportamento estranho, a manifestação de afectos é ridicularizada. Faltou falar do aspecto económico, quando a pessoa está preocupada que tem de comprar os medicamentos na farmácia não está a pensar em sexo. Cuidado com as crianças e os medicamentos. Este bico vai virar-se para baixo e vai encontrar a base. O meu curso é muito comprido e muito estranho. Faltam 5 minutos. Dá para demasiadas coisas. Os designers mudam o mundo e nunca se utiliza o comic sans. Estou habituada a falar só com artistas. Encaixamos os bicos e temos o ornamento completo, um trabalho de fotografia, na Bélgica, que foi muito importante para a minha formação porque foi à noite. Isto é surreal. Tubos de ensaio que misturam o quotidiano com o absoluto dão origem à obra de arte. É difícil introduzir um auto-controlo numa fábrica. O colega dobra o cadáver esquisito, na pré-história as esculturas eram todas femininas. Não é normal um de nós estar com a mão no pescoço. E o travar enérgico, mórbido, dum corpo em decomposição? Poesia sobre o real. A criança pode estar sobreaquecida mas não é uma emergência. O operador não tem a capacidade de ver. Falo do Apolo porque mostra o corpo humano com uma estética que olhando digo “o corpo humano é belo”. Socorro secundário.
Qual serpente qual quê! O novo signo do Zodíaco é o Bicho-do-Mato. Super Gorrila fez uma fulminante prospecção de mercado e constatou que existem muito mais bichos-do-mato do que serpentários espalhados por aí. Bicho-do-Mato é um signo polivalente, nómada, anti-perene e de humores. Não se fixa comodamente numa constelação, vai saltitando até apanhar o feitio de toda a gente.
Ainda Super Gorrila não tinha tido tempo de se reunir com o professor Caramba, para averiguar se a história do Serpentário tinha bases cientificas sólidas ou se não passava de uma orquestração maquiavélica da Maya para ganhar tempo de antena, e já o mundo se enchia de gritos de revolta oriundos de Caranguejos e Capricórnios ultrajados a sofrerem com as crises de identidade. É .conpor isso que é tão reconfortante saber da existência do Bicho-do-Mato pois toda a gente, nalguma parte da sua vida, acaba por sê-lo.
Super Gorrila é um Ser social consciente. Preocupados com o estado das coisas e a crescente degradação urbana, reunimos à mesma mesa engenheiros especialistas em demolições e conselheiros em animação popular. O Ser Multidisciplinar tem destas coisas e vai daí os resultados. Urban Targets é um dois em três. Por 3€ apenas, tens duas tentativas de acertar uma vez no “pato”. Todos ganham! Os engenheiros comprovam a sua teoria dominó num único ponto fraco, as cidades conquistam mais espaço, a população é entretida e os Super Gorrila com os cofres cheios.
Super Gorrila – pela cultura dos patos mansos.
Urban Targets é mais um produto exclusivo Super Gorrila.
(…)Beuys – Estou a pensar pedir o rendimento mínimo. Coyote – Ai é? Então porquê? Apetece-te ser mais um daqueles que anda a chular o estado só porque pode? Beuys – Não se trata disso. É a diferença entre estar a ser explorado ou explorar. Coyote – Ah ah! Quando és tu a ser explorado é uma injustiça. Se fores tu a mamar está tudo bem! Beuys – Não estou a explorar ninguém, estou a explorar uma situação! A diferença está entre estar a fazer uma tarefa subqualificada num shopping e ter o mínimo para continuar a desenvolver o meu trabalho. Coyote – Isso é o que os patrões fazem. Exploram situações. Licenciados qualificados existem aos pontapés. É só meter um “estagiário” novo de seis em seis meses. Beuys – Eu nem sequer estou a falar disso! Isso é exploração máxima. O pessoal recebe um terço daquilo que deveria receber, quando recebe! Estou a falar das imensas pessoas formadas que estão habilitadas para produzir mas que são utilizadas apenas para prestarem serviços. Coyote – Temos doutores a mais. Beuys – Temos é chulos a mais. Chulos no Estado, chulos a chular o estado, o estado de chular licenciados e licenciados a ter que chular os serviços de acção social. Coyote – Ou os pais! Beuys – É fodido! Ter que mendigar para continuar a produzir. Coyote – Vamos mas é para as Américas. Beuys – Não gosto desses cabrões. Coyote – Ouve! Usamos a nossa condição exótica de europeus, lançamos um rumor na internet, criamos uma aura artística em nosso redor e eles ainda nos pagam meu! Beuys – Estás doido pá? Eu sair do meu país? Coyote – A sério! Fazemos uma Performance que é coisa que está na moda. Mal a gente saia do avião a coisa está a acontecer. O máximo que nos podem fazer é meter-nos numa gaiola. Beuys – Tu és é muito esperto! Queres um ambiente controlado para seres o protagonista. Não te esqueças que o artista aqui sou eu!(…)
(…)Beuys – Acho que o vinho desta festa está a acabar. Coyote – Olha. Faz o que os artistas apregoam. Trabalham 24 por 7 por isso vai a uma daquelas lojas que estão abertas 24 por 7 e trás 24 garrafas de 7 litros. Beuys – Estás muito romântico hoje. Coyote – Vai-te foder com essa conversa e vai lá buscar vinho. Beuys – Vou, mas com uma condição. Fazes um desenho para mim naquele guardanapo e eu assino como sendo meu. Coyote – Para quê? Beuys – Quero-te provar uma cena. Coyote – Sim, que aquele mísero guardanapo tem valor só porque tu assinaste aquela merda. Beuys – Não! Que aquele guardanapo tem valor estético-contemporâneo e que toda a gente consegue desenhar. Coyote – Outra vez essa conversa? Não consegues estar à vontade a beber uns copos com a malta sem tudo ter que estar relacionado com arte? Vai tudo dar ao mesmo. És igual aos demais. Uns falam sempre de bola e mulheres e vocês é sempre de arte e… Beuys – Merda! Esqueci-me da carteira. Empresta-me dinheiro para ir à loja. Coyote – E ainda mais essa! Vocês andam sempre tesos. Isso é algum estigma ou uma condição inerente ao artista? Beuys – Olha, a Marlene perguntou por ti hoje. Coyote – A sério? Quando? E porquê? Continua boa? Ela já deixou aquele idiota? O que ela disse? Mas continua boa ou não?(…)
(…)Coyote – O que vamos almoçar hoje Beuys? Soufflé de arte contemporânea ou prima donas no espeto? Beuys – Lá estás tu a querer reinar comigo. No fundo no fundo, és uma pessoa socialmente consciente o que te torna um Ser capaz de pensar artisticamente e andar fora da esfera do vulgar. Coyote – Lá estás tu a dizer que somos melhor que os outros! Beuys – Pelo contrário! Temos que aceitar que existem pontas extremas de uma recta finita mas se curvarmos essa recta vamos ter uma circunferência, perfeita ou nem tanto, com interior e exterior. Se conseguires perceber que uma recta pode ser uma curva, és um ser consciente, logo capaz de criar para além do preconcebido. Coyote – Que merda é essa que acabaste de dizer? Pelo contrário? Acabaste de concordar comigo! Mais, afirmaste que as pessoas conscientes são donas da verdade. E todas as outras, andam a ver passar navios? Poupa-me pá. Beuys – O Coyote hoje está mal disposto. Quer um comprimidozinho de estética para a azia do belo contemporâneo, quer? Coyote – Pronto! Quando não tem resposta vira-se para o infantil. Típico de artistas. Beuys – Línguas de crítico estufado com comissários salteados e curadores cozidos à parte. (…)
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Todos nós, diariamente, fazemos merda. Faz parte da condição humana produzir borrada. Também é certo que ao artista contemporâneo é incutido um sentido de fazer mais com cada vez menos. Pois bem e portanto. No meio de tanta chafurdice algo tem de ser feito para que a merda não seja toda igual. Super Gorrila apresenta desta forma, o seu mais recente produto: o Facepoop. Inspirado na máxima de "Se existe é para ser usado", este será o primeiro de uma série de trabalhos de merda para responder a políticas de merda.
Facepoop é um produto exclusivo made by Super Gorrila.
Nós modelamos o tempo para lhe dar sentido. O tempo é plástico. Pode ser trabalhado. O processo criativo é um processo processual. Experiência temporal de um processo. A forma como a percepção apreende algo que se desenvolve no tempo. A percepção do tempo nunca pode ser separa da percepção espacial. O desenho é um plano temporal. Intervalo. O espaço entre dois corpos. O tempo que passa é uma das experiências mais aborrecidas de sempre. O que se passa em 24 horas pode ser contado num minuto. Um minuto pode ser distorcido e aumentado para que faça sentido. O acto de desenhar é um evento. A árvore genealógica representa espaço e tempo. Existem regularidades em coisas distintas. Hierarquia. Circular, linear, paralela, Zig-zag, concêntrica. Somos seres orgânicos organizados mesmo no caos. Multi-tasking. Primário. A base de todo o discurso é hierárquica. O processo é desenvolvido com base numa predisposição/experiência/imaginário seminal, com o propósito de criar um contexto onde a imagem faça sentido. Circular é retornar ao ponto de partida. Sobrepor princípio e fim. Ou, encontrar no fim aquilo que se deixou no princípio. Ausência de finalidade. Sem fim nem princípio.
Performativo é um termo contraditório. É tão distinto que se dilui nas acções quotidianas. O performativo toca as ideias na superfície. As narrativas de superfície nunca esgotam o fenómeno, são apenas a ponta do iceberg. Estamos a falar de comportamentos. Processos. Próteses. Extensões do corpo. Instrumentos para chegar a um fim. O fim é o sentido. A semiótica do acto performativo. Qual é a estrutura da sua significação. Signos são teorias da mentira. Transferência de uso actua no acto fingido. A complexidade das coisas permite compreender a simplicidade dos conteúdos. O artista sai fora da sua própria ideologia. Existem formas a procurar no interior da actividade do fazer, assim como nos produtos finais. Isto diz respeito ao lado imerso do iceberg. Essa estrutura está relacionada com perspectiva pessoal e performance.
No espaço público gosto de realizar coisas fora do normal. Desenho com uma ponta seca e as crianças acham piada ao facto de não aparecer nada. Entretanto, num rolo com textura posso representar as viagens que realizo. Desenhar faz-me tendinites. Uso desviado dos meios leva ao aprimorar da técnica. Temos de ter uma atitude distanciada para não repetir comportamentos. Sistemas informáticos e acções quotidianas. Diferentes texturas. O momento de partida. O movimento da acção. Na altura o desenho é vectorial. Preciso de imagens. Fotografia atenta aos gestos. Paradoxos postos em prática são demasiado ilustrativos. E são opostos às expressões para agir. Repetir é uma das acções primárias. Todas as acções podem conseguidas pelo repetir das mesmas acções primárias até ao sucesso. Xina made in Gina.
Roxo é sinal de morte mas ainda assim não teve a compaixão do famoso Stain Serial Killer. Na hora deste terminar com a vida do seu mais recente troféu não se deixou enganar pela cor putrefacta desta vítima. Roxo era uma criativo por natureza de naturezas mortas, andava sempre um passo à frente do seu tempo mas isso não o impediu de ser apanhado na sede de glória do nosso assassino predilecto. A mais recente vitima em série limitada. tem agora o seu lugar na fila da frente desta novela série B. Inscreve-te já para seres a próxima Stain Victim e participa nestas derradeiras Photo Session´s. Inscrições em : supergorrilas@gmail.com
(…)Beuys – Amigo Coyote, estou a dizer-te, TODA A GENTE CONSEGUE DESENHAR!
Coyote- Isso é como dizer que toda a gente consegue preencher os papéis do IRS. Nem todos temos essa capacidade.
Beuys – Dude, estás a criar limites que não são teus. As nossas capacidades vão para além daquilo que a sociedade te incute.
Coyote – Estamos a discutir política ou desenho? Para desenhar é preciso capacidade, técnica e prática.
Beuys – Tal como na política. Ninguém nasce ensinado ou naturalmente estúpido. É bem mais fácil dizer “EU NÃO SEI DESENHAR!” e deixar o assunto morrer por aí do que esgravatar para além da superfície. Desenhar está para a mente como o respirar para o corpo.
Coyote – Queres que toque um violinozinho para acompanhar essa ultima frase? Lá estão vocês artistas com a mania que A arte que fazem é que a essencial para a vida. Para a tua vida é essencial desenhar, mas vai lá perguntar a uma talhante se desenhar está para a mente como respirar está para o corpo. Ou mesmo para um cantor, que faz arte, a ARTE dele, vai lá perguntar se desenhar é essencial para ele.
Beuys – Se usares um acorde dissonante para dar um tom dramático à coisa, sim quero. (…)